
O Palmeiras divulgou uma dura nota oficial neste sábado (1º) para contestar a denúncia apresentada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o meia Mauricio. O clube classificou a iniciativa como “incompreensível” e afirmou que houve falta de critérios por parte do Tribunal.
Segundo o Verdão, a denúncia desrespeita a decisão tomada pela equipe de arbitragem durante a vitória por 4 a 0 sobre o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o árbitro Alex Gomes Stefano, após análise do VAR, optou por aplicar apenas cartão amarelo ao camisa 18.
Na nota, o Palmeiras afirmou ter recebido a denúncia com “absoluta perplexidade” e questionou o papel da arbitragem caso suas decisões passem a ser revistas dias depois com base apenas na interpretação da Procuradoria.
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O clube também destacou que o lance envolvendo Mauricio sequer gerou consenso entre especialistas de arbitragem, ex-jogadores e jornalistas, reforçando o entendimento de que a advertência aplicada durante a partida foi adequada.
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Outro ponto levantado pelo Alviverde é a suposta falta de isonomia nas decisões do Tribunal. O Palmeiras citou lances envolvendo os jogadores Pulgar, do Flamengo, e Ranieles, do Corinthians, afirmando que ambos cometeram infrações semelhantes na mesma rodada do Campeonato Brasileiro, mas não foram denunciados pela Procuradoria.
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Diante disso, o clube questionou:
“Por que somente Mauricio será julgado?”
Confira abaixo a nota oficial do Palmeiras:
NOTA OFICIAL – SE PALMEIRAS
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A Sociedade Esportiva Palmeiras recebeu com absoluta perplexidade a denúncia apresentada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o atleta Mauricio.
Trata-se de uma iniciativa que afronta não só a nossa instituição, mas também a autoridade da arbitragem brasileira. O árbitro de campo e a equipe do VAR analisaram a disputa protagonizada entre o meia palmeirense e o zagueiro Cacá, do Vitória, e concluíram que a aplicação do cartão amarelo era suficiente.
Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?
A denúncia é incompreensível, também, porque a falta que a motivou nem mesmo gerou opiniões consensuais; pelo contrário, dividiu especialistas de arbitragem, ex-atletas e jornalistas.
Mais grave, porém, é a ausência de critérios demonstrada pelo Tribunal. Na mesma rodada do Campeonato Brasileiro, os atletas Pulgar e Ranieles cometeram infrações similares à que ocasionou a denúncia contra o jogador do Palmeiras, como mostram os vídeos a seguir: (O Alviverde coloca dois lances semelhantes ao de Maurício envolvendo jogadores de Flamengo e Corinthians)
Diferentemente do que fez com Mauricio, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem envolvendo os jogadores de Flamengo e Corinthians. Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Mauricio será julgado?
Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A atuação da Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem atenção extraordinária enquanto outros podem ser ignorados.
Se o nosso camisa 18 foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, por que os lances a seguir passaram incólumes perante o órgão? (É mostrado outros lances de cotoveladas).
Não é a primeira vez que nos vemos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição imposta ao técnico Abel Ferreira e as recentes suspensões aplicadas aos atletas Allan e Paulinho – somadas agora à denúncia contra Mauricio – reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o nosso clube.
O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.









